Vocacionados do Pai:

Vocacionados do Pai:
Somos Escolhidos!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES




Queridos irmãos e irmãs!

O 48.º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que será celebrado no dia 15 de Maio de 2011, IV Domingo de Páscoa, convida-nos a refletir sobre o tema: «Propor as vocações na Igreja local». Há sessenta anos, o Venerável Papa Pio XII instituiu a Pontifícia Obra para as Vocações Sacerdotais. Depois, em muitas dioceses, foram fundadas pelos Bispos obras semelhantes, animadas por sacerdotes e leigos, correspondendo ao convite do Bom Pastor, quando, «ao ver as multidões, encheu-Se de compaixão por elas, por andarem fatigadas e abatidas como ovelhas sem pastor» e disse: «A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. “Pedi, pois, ao dono da messe que mande trabalhadores para a sua messe» (Mt 9, 36-38).

A arte de promover e cuidar das vocações encontra um luminoso ponto de referência nas páginas do Evangelho, onde Jesus chama os seus discípulos para O seguir e educa-os com amor e solicitude. Objeto particular da nossa atenção é o modo como Jesus chamou os seus mais íntimos colaboradores a anunciar o Reino de Deus (cf. Lc 10, 9). Para começar, vê-se claramente que o primeiro ato foi a oração por eles: antes de os chamar, Jesus passou a noite sozinho, em oração, à escuta da vontade do Pai (cf. Lc 6, 12), numa elevação interior acima das coisas de todos os dias.


A vocação dos discípulos nasce, precisamente, no diálogo íntimo de Jesus com o Pai. As vocações ao ministério sacerdotal e à vida consagrada são fruto, primariamente, de um contacto constante com o Deus vivo e de uma oração insistente que se eleva ao «Dono da messe» quer nas comunidades paroquiais, quer nas famílias cristãs, quer nos cenáculos vocacionais.

O Senhor, no início da sua vida pública, chamou alguns pescadores, que estavam a trabalhar nas margens do lago da Galileia: «Vinde e segui-Me, e farei de vós pescadores de homens» (Mt 4, 19). Mostrou-lhes a sua missão messiânica com numerosos «sinais», que indicavam o seu amor pelos homens e o dom da misericórdia do Pai; educou-os com a palavra e com a vida, de modo a estarem prontos para ser os continuadores da sua obra de salvação; por fim, «sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo para o Pai» (Jo 13, 1), confiou-lhes o memorial da sua morte e ressurreição e, antes de subir ao Céu, enviou-os por todo o mundo com este mandato: «Ide, pois, fazer discípulos de todas as nações» (Mt 28, 19).

A proposta, que Jesus faz às pessoas ao dizer-lhes «Segue-Me!», é exigente e exaltante: convida-as a entrar na sua amizade, a escutar de perto a sua Palavra e a viver com Ele; ensina-lhes a dedicação total a Deus e à propagação do seu Reino, segundo a lei do Evangelho: «Se o grão de trigo cair na terra e não morrer, fica só ele; mas, se morrer, dá muito fruto» (Jo 12, 24); convida-as a sair da sua vontade fechada, da sua ideia de auto-realização, para embrenhar-se noutra vontade, a de Deus, deixando-se guiar por ela; faz-lhes viver em fraternidade, que nasce desta disponibilidade total a Deus (cf. Mt 12, 49-50) e se torna o sinal distintivo da comunidade de Jesus: «O sinal por que todos vos hão-de reconhecer como meus discípulos é terdes amor uns aos outros» (Jo 13, 35).

Também hoje, o seguimento de Cristo é exigente; significa aprender a ter o olhar fixo em Jesus, a conhecê-Lo intimamente, a escutá-Lo na Palavra e a encontrá-Lo nos Sacramentos; significa aprender a conformar a própria vontade à d’Ele. Trata-se de uma verdadeira e própria escola de formação para quantos se preparam para o ministério sacerdotal e a vida consagrada, sob a orientação das autoridades eclesiásticas competentes. O Senhor não deixa de chamar, em todas as estações da vida, para partilhar a sua missão e servir a Igreja no ministério ordenado e na vida consagrada; e a Igreja «é chamada a proteger este dom, a estimá-lo e amá-lo: ela é responsável pelo nascimento e pela maturação das vocações sacerdotais» (JOÃO PAULO II, Exort. ap. pós-sinodal Pastores dabo vobis, 41). Especialmente neste tempo, em que a voz do Senhor parece sufocada por «outras vozes» e a proposta de O seguir oferecendo a própria vida pode parecer demasiado difícil, cada comunidade cristã, cada fiel, deveria assumir, conscientemente, o compromisso de promover as vocações. É importante encorajar e apoiar aqueles que mostram claros sinais de vocação à vida sacerdotal e à consagração religiosa, de modo que sintam o entusiasmo da comunidade inteira quando dizem o seu «sim» a Deus e à Igreja. Da minha parte, sempre os encorajo como fiz quando escrevi aos que se decidiram entrar no Seminário: «Fizestes bem [em tomar essa decisão], porque os homens sempre terão necessidade de Deus – mesmo na época do predomínio da técnica no mundo e da globalização –, do Deus que Se mostrou a nós em Jesus Cristo e nos reúne na Igreja universal, para aprender, com Ele e por meio d’Ele, a verdadeira vida e manter presentes e tornar eficazes os critérios da verdadeira humanidade» (Carta aos Seminaristas, 18 de Outubro de 2010).

É preciso que cada Igreja local se torne cada vez mais sensível e atenta à pastoral vocacional, educando a nível familiar, paroquial e associativo, sobretudo os adolescentes e os jovens – como Jesus fez com os discípulos – para maturarem uma amizade genuína e afetuosa com o Senhor, cultivada na oração pessoal e litúrgica; para aprenderem a escuta atenta e frutuosa da Palavra de Deus, através de uma familiaridade crescente com as Sagradas Escrituras; para compreenderem que entrar na vontade de Deus não aniquila nem destrói a pessoa, mas permite descobrir e seguir a verdade mais profunda de si mesmos; para viverem a gratuidade e a fraternidade nas relações com os outros, porque só abrindo-se ao amor de Deus é que se encontra a verdadeira alegria e a plena realização das próprias aspirações. «Propor as vocações na Igreja local» significa ter a coragem de indicar, através de uma pastoral vocacional atenta e adequada, este caminho exigente do seguimento de Cristo, que, rico de sentido, é capaz de envolver toda a vida.

Dirijo-me particularmente a vós, queridos Irmãos no Episcopado. Para dar continuidade e difusão à vossa missão de salvação em Cristo, «promovam o mais possível as vocações sacerdotais e religiosas, e de modo particular as missionárias» (Decr. Christus Dominus, 15). O Senhor precisa da vossa colaboração, para que o seu chamamento possa chegar aos corações de quem Ele escolheu. Cuidadosamente escolhei os dinamizadores do Centro Diocesano de Vocações, instrumento precioso de promoção e organização da pastoral vocacional e da oração que a sustenta e garante a sua eficácia. Quero também recordar-vos, amados Irmãos Bispos, a solicitude da Igreja universal por uma distribuição equitativa dos sacerdotes no mundo. A vossa disponibilidade face a dioceses com escassez de vocações torna-se uma bênção de Deus para as vossas comunidades e constitui, para os fiéis, o testemunho de um serviço sacerdotal que se abre generosamente às necessidades da Igreja inteira.

O Concílio Vaticano II recordou, explicitamente, que o «dever de fomentar as vocações pertence a toda a comunidade cristã, que as deve promover, sobretudo mediante uma vida plenamente cristã» (Decr. Optatam totius, 2). Por isso, desejo dirigir uma fraterna saudação de especial encorajamento a quantos colaboram de vários modos nas paróquias com os sacerdotes. Em particular, dirijo-me àqueles que podem oferecer a própria contribuição para a pastoral das vocações: os sacerdotes, as famílias, os catequistas, os animadores. Aos sacerdotes recomendo que sejam capazes de dar um testemunho de comunhão com o Bispo e com os outros irmãos no sacerdócio, para garantirem o húmus vital aos novos rebentos de vocações sacerdotais. Que as famílias sejam «animadas pelo espírito de fé, de caridade e piedade» (Ibid., 2), capazes de ajudar os filhos e as filhas a acolherem, com generosidade, o chamamento ao sacerdócio e à vida consagrada. Convictos da sua missão educativa, os catequistas e os animadores das associações católicas e dos movimentos eclesiais «de tal forma procurem cultivar o espírito dos adolescentes a si confiados, que eles possam sentir e seguir de bom grado a vocação divina» (Ibid., 2).

Queridos irmãos e irmãs, o vosso empenho na promoção e cuidado das vocações adquire plenitude de sentido e de eficácia pastoral, quando se realiza na unidade da Igreja e visa servir a comunhão. É por isso que todos os momentos da vida da comunidade eclesial – a catequese, os encontros de formação, a oração litúrgica, as peregrinações aos santuários – são uma ocasião preciosa para suscitar no Povo de Deus, em particular nos menores e nos jovens, o sentido de pertença à Igreja e a responsabilidade em responder, com uma opção livre e consciente, ao chamamento para o sacerdócio e a vida consagrada.

A capacidade de cultivar as vocações é sinal característico da vitalidade de uma Igreja local. Invoquemos, com confiança e insistência, a ajuda da Virgem Maria, para que, seguindo o seu exemplo de acolhimento do plano divino da salvação e com a sua eficaz intercessão, se possa difundir no âmbito de cada comunidade a disponibilidade para dizer «sim» ao Senhor, que não cessa de chamar novos trabalhadores para a sua messe. Com estes votos, de coração concedo a todos a minha Bênção Apostólica. Vaticano, 15 de Novembro de 2010.
BENEDICTUS PP. XVI

terça-feira, 1 de março de 2011

Agenda do Grupo Vocacional de Imperatriz-MA

Fevereiro
Dia 24 às 19:30h - Missa com os Amigos das Vocações
Dia 28 às 19:00h - Planejamento

Março
Dia 09 às 19:00h
Tema: Conhecendo a Família Franciscana
Dia 24às 19:30h
Adoração dos Amigos das Vocações
Dia 31 às 19:00h
Tema: Conhecendo melhor a Ordem dos Frades Menores Capuchinhos

Abril
Dia 14 às 19:00h
Tema: Introdução geral aos Sacramentos
Dia 21 às 19:30h
Missa dos Amigos das Vocações
Dia 28 às 19:00h
Tema: Sacramentos da Iniciação Cristã: Batismo, Crisma e Eucaristia

Maio
Dia:12 às 19:00h
Tema: Sacramentos da Cura:Penitência e Unção dos Enfermos
Dia 19 às 19:30: Adoração dos Amigos das Vocações
Dia 26 às 19:00h
Tema: A Vocação de Maria

Junho
Dia 09 às 19:00h
Tema:Sacramentos dos Estados de Vida: Ordem e Matrimônio
Dia16 às 19:30h
Missa dos Amigos das Vocações
Dia 30 às 19:00h
Tema: A Vocação dos Apóstolos e dos Primeiros discípulos

Julho
Dias:03-08 – Semana Vocacional
Local: Barra do Corda-MA
Dia 21 às 19:30h
Adoração dos Amigos das Vocações

Agosto
Dia11 às 19:00h
Tema :Vocação - etimologia e aspecto antropológico
Dia 25 às 19:30h
Tema: Adoração dos Amigos das Vocações- Orando pelas Vocações à Vida Matrimonial e Familiar

Setembro
Dia 08 às 19:00h
Tema: Introdução Geral à Bíblia
Dia 22 às 19:30h
Missa dos Amigos das Vocações

Outubro
Dia 06 às 19:30h
Adoração dos Amigos das Vocações
Dia 13 às 19:00h
Tema: A Vocação na Bíblia
Dia 27 às 19:00h
Tema: Minha Vida Efetiva e Sexual

Novembro
Dia 10 às 19:00h
Tema: A Importância do Equlilíbio da Vida Afetiva e Sexual para a Vocação
Dia 17 às 19:30h
Missa dos Amigos das Vocações
Dia 24 às 19:00h
Tema: Encerramento

Dezembro
Dias:05-10 – Semana Vocacional
Local: Barra do Corda-MA
Dia 29 às 19:00h
Missa e confraternização dos Amigos das Vocações

“A vocação de toda a criatura, especialmente a do homem, consiste em realizar o plano de Deus delineado por aqueles Dons que o Criador depositou nele”

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Acorda para Jesus!


Serviço de Animação Vocacional – Paroquial


1. O que é?
É um agrupamento de pessoas que trabalham na comunidade eclesial e em profunda sintonia com a Igreja particular, para auxiliar o surgimento, dar acompanhamento e facilitar o encaminhamento das vocações laicais, sacerdotais, religiosas e missionárias.

2. Qual o principal objetivo?
O principal objetivo do Serviço de Animação Vocacional Paroquial é possibilitar o surgimento e encaminhamento das diversas vocações na Igreja (cf. CNBB, Estudos 50, p.125).

3. Como começar?
Antes de tudo, deve-se conscientizar e motivar a comunidade através de um clima vocacional favorável, organizando cursos ou encontros formativos sobre o sentido da vocação na Igreja.

4. Quem são os membros?
O ideal é ter pessoas de diferentes idades (adolescentes, jovens, casais, religiosos, sacerdotes) que participam da vida da Igreja e dão testemunho da vida cristã. Cada grupo, movimento ou pastoral pode oferecer um membro para a formação do SAV-Paroquial. O convite pode ser geral ou pessoal, observando-se os sinais de disposição para o trabalho com as vocações.

5. Como deve se organizar?
A nível geral, o SAV-Paroquial deve ter um coordenador geral, um vice, um coordenador para cada uma de suas sub-equipes, secretário e tesoureiro.

6. Quais são as sub-equipes ou grupos onde o SAV-Paroquial deve trabalhar?
O SAV-Paroquial pode atuar em três ou mais grupos, os principais são:
1.1. Grupo Vocacional misto;
1.2. Grupos Vocacionais específicos;
1.3. Grupo Amigos das Vocações.

7. Possíveis atividades:
a. Oração
Missa, Hora Santa, Cenáculos vocacionais, Retiros e Tríduos Vocacionais; preces vocacionais na Missa e nas celebrações dos demais Sacramentos; especial atenção ao Dia Mundial de Oração pelas Vocações (4º Domingo da Páscoa); especial empenho no Mês Vocacional (Agosto); Grupos de Família para rezar pelas vocações; vigílias da Quinta-Feira Santa; Vigílias Vocacionais especiais para jovens; Ordenações Sacerdotais e Profissões Religiosas, aniversários de ordenações e profissões, jubileus, etc...
b. Formação e Conscientização
Cursos de conscientização para Agentes do SAV; Encontros Vocacionais; Catequese Vocacionais para crianças, adolescentes e jovens; caminhadas e gincanas vocacionais; festivais de música, cartazes, poesias e teatros vocacionais; Biblioteca vocacional na paróquia; programas de rádio; visitas às escolas, com dinâmicas vocacionais; Círculos bíblicos para estudos das vocações na Bíblia; cursos de conscientização vocacionais para jovens; exposições vocacionais, etc...
c. Chamado direto
Quem deve ou pode chamar? Todos. Especialmente os membros do SAV, chamar, não esperando que o jovem se apresente, sem temer a decepção; chamar de acordo com o sinal de vocação (alguns sinais: vida de oração, disponibilidade, espírito de equipe, de partilha, compromisso com Deus e seu povo); chamar pessoalmente, pelo nome e sobrenome (chamados gerais geralmente não produzem efeitos). O Servo de Deus, Papa João Paulo II exortava com muita convicção: “Não tenhais receio de chamar. Descei para o meio de vossos jovens. Ide pessoalmente ao encontro deles e chamai. Nós devemos chamar, o resto o Senhor fará”.
d. Colaboração financeira
Para ajudar a sustentar as atividades do SAV e na formação dos futuros padres, religiosos e religiosas, leigos e missionários, a equipe deve realizar eventos que mobilizem toda a comunidade para a arrecadação de materiais e fundos, deve-se criar o Grupo de Amigos das Vocações para que possam aos poucos colaborar afetivamente, profissionalmente e espiritualmente.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Não podemos ter medo nem orgulho de depender do Senhor


“O Senhor é o meu pastor, e nada me faltará” (Sl 22).

A Palavra de Deus nos assegura que nada nos falta quando temos o Senhor verdadeiramente por Pastor. Portanto, se ainda nos falta algo é porque precisamos nos colocar totalmente sob o senhorio d’Ele, rezando mais, praticando mais a caridade e penitências.

Não podemos ter medo nem orgulho de depender do Senhor, porque Ele cuida de nós e conhece as nossas necessidades mais profundas, as quais nem nós mesmos somos capazes de perceber.

Façamos, hoje, a experiência de nos deixar conduzir pelo Altíssimo em todos os momentos ao longo deste dia.

Rezemos: “Senhor, conduz a nossa vida, para que os nossos planos estejam sempre de acordo com a Tua vontade. Dispõe de nós como melhor Te aprouver. Confiamos na Tua bondade e na Tua misericórdia”.

Jesus, eu confio em Vós!

Luzia Santiago

sábado, 15 de janeiro de 2011

Saudades de Deus


Estamos sempre descobrindo que precisamos de algo: comida para comer; roupa para vestir; lugar para morar; trabalho para trabalhar; alguém para amar. Quando conseguimos todas essas coisas o sentimento de insatisfação ainda aparece; mas por quê?

“O vazio” em determinadas horas vem de vez. A vontade de conhecer e buscar algo que vai além do humano é grande; pois a necessidade de preencher este vazio, de reconfortar o nada que ainda existe dentro de nós é gritante.

A grande descoberta acontece: é saudade! Saudade de Deus. Saudade do Amor divino. Tempo de preencher a alma. O homem tem um vazio do tamanho de Deus e só Deus o pode preencher. Assim como nosso corpo tem necessidade de coisas físicas, nosso espírito tem necessidade de coisas espirituais.

No mundo atual, diversas religiões e igrejas surgem a cada dia justamente para suprir a necessidade de Deus no ser humano. O próprio Senhor já havia dito nas escrituras: “Virão dias - oráculo do Senhor Javé - em que enviarei fome sobre a terra, não uma fome de pão, nem uma sede de água, mas (fome e sede) de ouvir a palavra do Senhor.” (Amós 8,11) “Então se alguém vos disser: Eis, aqui está o Cristo! Ou: Ei-lo acolá!, não creiais. Porque se levantarão falsos cristos e falsos profetas, que farão milagres a ponto de seduzir, se isto fosse possível, até mesmo os escolhidos.” (Mt 24, 23-25)

A busca da alma é por algo que a satisfaça, que a cure, que a liberte. É tempo de matar nossa saudade de Deus. O Senhor sabe de nossas necessidades, de nossos pecados, de nossas infidelidades. Mas mesmo assim Ele nos quer.

A Sagrada Escritura diz: “Israel era ainda criança, e já eu o amava, e do Egito chamei meu filho. Mas, quanto mais os chamei, mais se afastaram; ofereceram sacrifícios aos Baal e queimaram ofertas aos ídolos. Eu, entretanto, ensinava Efraim a andar, tomava-o nos meus braços, mas não compreenderam que eu cuidava deles. Segurava-os com laços humanos, com laços de amor; fui para eles como o que tira da boca uma rédea, e lhes dei alimento. Ele voltará para o Egito e o assírio será seu rei, porque não quiseram voltar-se para mim. A espada devastará suas cidades, destruirá seus filhos, que colherão assim o fruto de suas obras. Meu povo é inclinado a separar-se de mim, convidam-no a subir para o Altíssimo, mas ninguém procura elevar-se. Como poderia eu abandonar-te, ó Efraim, ou trair-te, ó Israel? Como poderia eu tratar-te como Adama, ou tornar-te como Seboim? Meu coração se revolve dentro de mim, eu me comovo de dó e compaixão. Não darei curso ao ardor de minha cólera, já não destruirei Efraim, porque sou Deus e não um homem, sou o Santo no meio de ti, e não gosto de destruir. Eles seguirão o Senhor, que rugirá como um leão; ao seu rugido tremerão os filhos do ocidente; os egípcios tremerão como uma ave, e os assírios, como uma pomba. Eu os farei habitar em suas casas - oráculo do Senhor. “ (Ose 11, 1-11)

Deus nos Ama! O Senhor nos chama sempre! Ele nos quer em seus braços! O Seu Amor é que nos sustenta e nos impulsa a ir além.

Vendo a situação atual do homem o Coração de Deus se comove de compaixão. Há uma procura de Deus em lugares totalmente errados. Às vezes fazemos de muitas coisas um deus, mas só o Senhor é Deus.

Como Davi, possamos reconhecer que Deus nos conhece, que Ele nos ver, que Ele sabe quem somos:
“Senhor, vós me perscrutais e me conheceis, sabeis tudo de mim, quando me sento ou me levanto. De longe penetrais meus pensamentos. Quando ando e quando repouso, vós me vedes, observais todos os meus passos. A palavra ainda me não chegou à língua, e já, Senhor, a conheceis toda. Vós me cercais por trás e pela frente, e estendeis sobre mim a vossa mão. Conhecimento assim maravilhoso me ultrapassa, ele é tão sublime que não posso atingi-lo. Para onde irei, longe de vosso Espírito? Para onde fugir, apartado de vosso olhar? Se subir até os céus, ali estareis; se descer à região dos mortos, lá vos encontrareis também. Se tomar as asas da aurora, se me fixar nos confins do mar, é ainda vossa mão que lá me levará, e vossa destra que me sustentará. Se eu dissesse: Pelo menos as trevas me ocultarão, e a noite, como se fora luz, me há de envolver. As próprias trevas não são escuras para vós, a noite vos é transparente como o dia e a escuridão, clara como a luz. Fostes vós que plasmastes as entranhas de meu corpo, vós me tecestes no seio de minha mãe. Sede bendito por me haverdes feito de modo tão maravilhoso. Pelas vossas obras tão extraordinárias, conheceis até o fundo a minha alma. Nada de minha substância vos é oculto, quando fui formado ocultamente, quando fui tecido nas entranhas subterrâneas. Cada uma de minhas ações vossos olhos viram, e todas elas foram escritas em vosso livro; cada dia de minha vida foi prefixado, desde antes que um só deles existisse. Ó Deus, como são insondáveis para mim vossos desígnios! E quão imenso é o número deles! Como contá-los? São mais numerosos que a areia do mar; se pudesse chegar ao fim, seria ainda com vossa ajuda. Oxalá extermineis os ímpios, ó Deus, e que se apartem de mim os sanguinários! Eles se revoltam insidiosamente contra vós, perfidamente se insurgem vossos inimigos. Pois não hei de odiar, Senhor, aos que vos odeiam? Aos que se levantam contra vós, não hei de abominá-los? Eu os odeio com ódio mortal, eu os tenho em conta de meus próprios inimigos. Perscrutai-me, Senhor, para conhecer meu coração; provai-me e conhecei meus pensamentos. Vede se ando na senda do mal, e conduzi-me pelo caminho da eternidade.” (Sl 138)

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Na oração conhecemos os planos de Deus


Ninguém se coloca sob o sol sem se queimar e quem se expõe exageradamente a ele vai sofrer as suas consequências. Com Deus acontece algo semelhante, pois ninguém se coloca na presença d'Ele sem ser beneficiado por Sua presença. As marcas da presença do Todo-poderoso também são irreversíveis. Irreversíveis para a nossa salvação.

Quando nós nos deixamos conduzir pelo Espírito Santo Ele nos dá liberdade. Nunca Nosso Senhor pensou em trazê-lo para perto d'Ele para tirar algo de você, muito menos para limitar a sua liberdade. Se Ele não quisesse que fôssemos livres, por que Ele nos teria criado livres?

A nossa liberdade ficou comprometida por nossa culpa, porque quem peca se torna escravo do pecado. Pelos nossos pecados e pelos vícios, que entraram em nossa vida, nós ficamos debilitados. Foi para sermos livres que o Pai do céu enviou Jesus. Deus Pai nos deu Cristo para nos libertar daquilo que nos amarrava. Deus nos mostra quais caminhos podemos seguir, mas a liberdade de escolher é nossa. O desejo do Senhor é libertar você de toda angústia, de toda opressão. O desejo d'Ele é vê-lo feliz.

"É para que sejamos homens livres que Cristo nos libertou. Ficai, portanto, firmes e não vos submetais outra vez ao jugo da escravidão" (cf. Gálatas 5,1).

Cristo amou você, morreu em uma cruz por sua causa para que você não seja escravo do pecado. O Ressuscitado nos libertou de todo o mal, de toda a armadilha do inimigo, para que permaneçamos livres. Contudo, ninguém é livre na maldade. Uma vez que o Espírito Santo o visitar não dê brecha para o pecado; Ele desbarata a tentação.

O Espírito Santo nos cura e nos liberta. Ninguém pode saber o que está em seu interior se você não abrir a boca e dizê-lo. Rezar é você ficar nu na presença de Deus. Quando você reza, você está se pondo na presença do Altíssimo. Quando você tira a roupa diante do espelho você vê o que quer e o que não quer. Na hora em que estamos rezando caem as nossas roupas, espiritualmente falando e, do mesmo modo, vemos aquilo que queremos e o que não queremos. Tudo que eu faço de mau volta para mim no momento da oração. As feridas que nós ignoramos, na oração não conseguimos ignorá-las, porque nesse momento Deus no-las revela para nos curar. No momento em que o Senhor me mostra quem eu sou, Ele também mostra quem Ele é.

No momento em que você conhece a Deus, você conhece a si mesmo, por isso rezar não é coisa para qualquer um. Na oração, Deus se revela a mim, mas Ele também me revela a mim mesmo. Se Ele me revela uma coisa que não está boa, é porque é preciso consertá-la.

Você precisa de muito perdão e de muita cura e só Deus pode lhe dar essas graças. Eu e você precisamos, na oração, pedir ao Espírito Santo que nos faça entrar em nosso coração para descobrimos o que está ruim ali dentro. Deus, que passou com você por cada caminho que você percorreu, sabe quando você foi machucado e sabe como curá-lo.

A nossa vida inteira é um processo de cura interior. Enquanto você estiver com os pés aqui nesta terra sua vida será um processo de cura interior. Não existe ninguém que, tendo rezado, Deus não lhe tenha respondido. E se Ele não o faz diretamente Ele o faz por intermédio de uma pessoa ou de um fato.

Nós precisamos aprender a ouvi-Lo na oração, para conhecermos os planos que Ele tem para nossa vida. O Todo-poderoso tem um plano de amor, um plano de realização, um plano de felicidade, Ele projetou um caminho de felicidade para você. Muitas vezes, nós não somos felizes porque esse plano não se cumpre na nossa vida. Se você não abre o seu coração para a oração, você corre o sério risco de morrer sem conhecer o plano que Deus tinha para você.

Márcio Mendes